À medida que as organizações lutam com a rápida evolução da tecnologia, os Diretores de Informação (CIOs) enfrentam uma batalha árdua para preencher funções que requerem novas competências. No entanto, um tesouro frequentemente negligenciado de talentos está dentro da própria força de trabalho existente, onde os funcionários possuem habilidades extremamente valiosas e transferíveis, como resolução de problemas, pensamento analítico, gestão de projetos e comunicação eficaz. Essas habilidades, especialmente as competências sociais, permitem a adaptação a novas tecnologias, a rápida aprendizagem de linguagens de programação desconhecidas e a gestão de projetos complexos.
Jill Stefaniak, Diretora de Aprendizagem na Litmos, sugere que os CIOs podem preencher lacunas de talento ao reconhecer e cultivar essas habilidades, melhorando assim a coesão da equipe e as perspectivas de desenvolvimento de carreira para os funcionários. Habilidades transferíveis como lógica de programação, resolução de problemas, análise de dados, gestão de projetos e comunicação não são apenas permanentes, mas estão se tornando mais críticas à medida que a tecnologia continua a avançar. Enquanto isso, George Fironov, Co-fundador e CEO da Talmatic, enfatiza que o treinamento básico em pensamento lógico e padrões de design pode facilitar a rápida adaptação a novas linguagens de programação para desenvolvedores experientes.
Algumas empresas estão explorando ativamente métodos para aproveitar o talento interno. A Redgate Software, por exemplo, adota uma abordagem liderada pelo gestor pessoal para identificar as capacidades da equipe, promovendo assim uma compreensão mais profunda do potencial dos funcionários fora das ferramentas tradicionais de avaliação de habilidades. A Lexmark integra avaliações formais de desempenho com métodos informais para revelar talentos ocultos, permitindo que os membros da equipe demonstrem suas habilidades em ambientes criativos, como eventos de inovação. Na HireVue, avaliações estruturadas e padronizadas, incluindo avaliações cognitivas baseadas em IA, garantem objetividade na identificação de habilidades transferíveis.
Para as empresas de tecnologia, aproveitar as habilidades transferíveis dos funcionários existentes pode aliviar a tarefa cara e demorada de buscar externamente novas contratações à medida que os cenários tecnológicos mudam. Isso também serve como uma estratégia para retenção de funcionários, fornecendo caminhos para o crescimento de carreira interno. Os reguladores podem considerar esses modelos de desenvolvimento interno ao elaborar políticas para enfrentar lacunas de habilidades e fomentar a inovação através da agilidade da força de trabalho.
A trajetória aponta para um mercado de trabalho mais dinâmico em termos de habilidades, onde a delimitação de funções evolui com o avanço tecnológico. À medida que as corporações reconhecem cada vez mais a importância das habilidades transferíveis, os próximos passos podem envolver estruturas mais robustas para a avaliação e desenvolvimento de habilidades nas práticas de RH. Tais estratégias não só poderiam simplificar a aquisição de talentos, mas também fortalecer a resiliência organizacional em uma era onde a evolução tecnológica rápida é a norma.